O deputado federal Zé Trovão (PL) gerou grande polêmica nesta quarta-feira (20) ao fazer uma ameaça de morte contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante uma sessão da Câmara dos Deputados. O incidente ocorreu em meio à sua fala de apoio ao pastor Sillas Malafaia, alvo de um mandado de busca e apreensão no Rio de Janeiro, emitido por Moraes.
Ameaça em plena tribuna
Em pronunciamento, Zé Trovão criticou a investigação do STF contra o pastor Malafaia, na PET 14129, que apura obstrução de Justiça na trama golpista. O deputado dirigiu uma ameaça a Alexandre de Moraes: “…o seu fim está próximo. Vamos acabar com sua vida”. O áudio foi cortado e, em seguida, o parlamentar tentou se retratar, pedindo desculpas e retirando a declaração sobre “destruir vida”.
O contexto da fala e a defesa de Malafaia
Na tribuna da Câmara, Zé Trovão criticou o mandado de busca e apreensão contra o pastor Malafaia, autorizado por Moraes. O deputado classificou a ação como perseguição injusta e um ataque aos valores evangélicos. A operação integra as investigações sobre os atos de 8 de janeiro.
O histórico de tensões entre Zé Trovão e Alexandre de Moraes
Além do episódio desta quarta-feira, Alexandre de Moraes já foi alvo de diversos ataques, especialmente de figuras ligadas ao bolsonarismo. O ministro tem sido criticado por suas decisões à frente do STF, incluindo sua atuação nas investigações sobre os ataques de 8 de janeiro e o combate ao discurso golpista. Zé Trovão, em particular, é um dos parlamentares que tem se posicionado de forma contundente contra Moraes e suas ações no STF.
Perguntas e respostas
- Por que Zé Trovão fez a ameaça contra Alexandre de Moraes?
Ele estava defendendo o pastor Sillas Malafaia, que estava sendo alvo de uma operação do STF, e criticava as ações de Moraes. - Zé Trovão se retratou após a ameaça?
Sim, minutos depois, ele tentou corrigir sua fala e pediu desculpas, retirando a expressão “destruir vida”. - Alexandre de Moraes já foi alvo de outras ameaças?
Sim, o ministro já foi alvo de planos de assassinato, como o “Punhal Verde Amarelo”, que envolvia seu assassinato.

