A Justiça da Itália anulou, nesta quarta-feira (1º), a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) no processo ligado ao caso da arma. Segundo a defesa, a Corte de Cassação identificou falhas processuais e determinou o retorno do trâmite à primeira instância. Com isso, o pedido relacionado à condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal deverá recomeçar. Além disso, a decisão muda o andamento do caso no país europeu e impõe nova etapa à tentativa brasileira de trazer a ex-parlamentar de volta ao Brasil.

Defesa aponta falhas no processo de extradição
A defesa de Zambelli afirma que o pedido do ministro Gilmar Mendes levou a Corte italiana a reavaliar o procedimento. Dessa forma, os advogados sustentam que o processo não seguiu corretamente as etapas necessárias antes da autorização da extradição. Em seguida, a Corte de Cassação teria anulado a decisão anterior e determinado nova análise desde a origem. No entanto, o caso ainda depende dos próximos atos da Justiça italiana. Portanto, a ex-deputada segue no centro de uma disputa jurídica que envolve decisões do Supremo Tribunal Federal e autoridades da Itália.
Condenação envolve perseguição armada em São Paulo
O processo analisado pela Justiça italiana tem relação com a condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão. O Supremo Tribunal Federal julgou o caso ocorrido antes do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo. Na ocasião, a então deputada se desentendeu com o jornalista Luan Araújo durante ato político no bairro dos Jardins. Depois, ela o perseguiu pelas ruas com uma pistola em mãos. O plenário do STF condenou Zambelli por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Por fim, com a anulação na Itália, o pedido de extradição volta a uma fase inicial e deve passar por nova análise também nos próximos dias agora.

