Milhares de iranianos marcharam pelas ruas de Teerã nesta segunda-feira (6), durante o cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, morto em ataque. A cerimônia reuniu uma das maiores concentrações públicas da semana e reforçou o peso político dos líderes clericais no Irã. Imagens exibidas pela televisão estatal, feitas por drones, mostraram uma avenida tomada por participantes no centro da capital. Além disso, a multidão acompanhou o caminhão que transportava os caixões de Khamenei e de quatro integrantes de sua família. Enquanto isso, jatos de água caíam sobre os presentes para amenizar o calor. Muitos participantes agitavam bandeiras iranianas e faixas vermelhas com mensagens de vingança.

Cortejo transforma luto em demonstração política
O funeral ganhou forte caráter simbólico desde as primeiras horas do dia. Em seguida, os participantes passaram a entoar palavras de ordem e a defender resposta ao ataque que matou o líder. Além disso, a presença de famílias, religiosos e apoiadores do regime mostrou a tentativa de transformar a despedida em ato de unidade nacional. Dessa forma, o cortejo ultrapassou o tom religioso e assumiu papel político. A televisão estatal também ampliou a dimensão do evento ao transmitir imagens aéreas da marcha.
Faixas vermelhas reforçam pedido de retaliação
As faixas vermelhas chamaram atenção durante a caminhada e traziam referência aos “vingadores de Khamenei”. A expressão dialoga com símbolos do islamismo xiita e remete à memória da morte do neto do profeta Maomé no século 7. Portanto, o uso desse slogan elevou a carga emocional do funeral. Agora, as autoridades iranianas tentam manter coesão interna em meio à tensão regional. Por fim, o cortejo em Teerã reforçou a mensagem de força do regime, enquanto a população aguardava novos desdobramentos após a morte do líder. A ausência de detalhes oficiais sobre novos atos manteve também o clima de expectativa na capital iraniana durante toda a tarde desta segunda-feira.
