A tragédia em Belém do São Francisco, no Sertão de Pernambuco, chocou o país. A menina Alícia Valentina, de apenas 11 anos, morreu após sofrer agressão por colegas dentro da Escola Municipal Tia Zita. O ataque teria começado porque um dos agressores afirmou que a vítima “não quis ficar com ele”, conforme consta no boletim de ocorrência. A motivação mesquinha e violenta levantou alarmes sobre a falta de respeito e segurança nas escolas.
Agressões com instrumento contundente causam traumatismo fatal
De acordo com o atestado de óbito, Alícia morreu em decorrência de “traumatismo cranioencefálico produzido por instrumento contundente”, o que indica que ela foi atingida na cabeça com algum objeto contundente. Ela sofreu ferimentos possivelmente graves e não resistiu aos impactos.
Relembre os principais eventos e falhas no atendimento
A agressão ocorreu na quarta-feira (3), em ambiente escolar. Ainda naquele dia, Alícia apresentou sangramentos pelo nariz e ouvido, recebeu atendimento inicial e foi liberada. Pouco depois, ela começou a vomitar sangue e foi transferida sucessivamente para unidades de saúde em Salgueiro e, finalmente, para o Hospital da Restauração, no Recife. Na noite de domingo (7), ela teve morte cerebral confirmada. Seu sepultamento ocorreu na terça-feira (9), comovendo toda a comunidade local.
Polícia investiga, e política se mobiliza em nome da criança
A Polícia Civil de Pernambuco instaurou inquérito para apurar o crime. O caso está sendo acompanhado pela Delegacia da 188ª Circunscrição em Belém do São Francisco, com ações sigilosas para preservar menores. Enquanto isso, a vereadora Flávia de Nadegi (PV) instalou uma Frente Parlamentar em Defesa da Primeira Infância na Câmara Municipal do Recife para acompanhar o caso e defender políticas públicas contra o bullying, ao afirmar que “o bullying é uma realidade que mata”.
Perguntas e respostas sobre o caso:
Perguntas frequentes
Traumatismo cranioencefálico causado por instrumento contundente.
Porque ela “não quis ficar com ele”, segundo um colega agressor.
A Polícia Civil investigação o caso; parlamentar Flávia de Nadegi criou frente contra o bullying.

