Esta semana, a Sinfra-MT destacou urgência por 60 máquinas para retaludar a curva do Portão do Inferno. Este procedimento envolve a remoção de rocha para criar degraus (taludes) no morro, uma medida crucial para a segurança da região. Importante ressaltar, a área dos quilômetros 42 a 48 é considerada instável, especialmente após o Governo de Mato Grosso decretar, em 14 de dezembro, uma situação de emergência devido a um desastre classificado como ‘movimento de massa-queda, tombamento e rolamento de blocos’.
Ademais, a Sinfra informou que transportará os resíduos em caminhões basculantes até os locais de depósito previamente identificados no projeto. Estes locais situam-se fora do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, evidenciando a preocupação ambiental da operação. É relevante mencionar também que, desde 13 de dezembro, o tráfego de caminhões na área está proibido, reforçando as medidas de segurança e preservação do local.
Projeto Cortará Paredão do Portão do Inferno
Inicialmente, ressalta-se que a Sinfra-MT já realizou a licitação emergencial para a execução da obra. A empresa selecionada foi a Lotufo Engenharia, que apresentou a proposta de R$ 29,5 milhões. Após a assinatura do contrato e da ordem de serviço, e com a autorização dos órgãos ambientais federais, as obras terão início em até cinco dias.
Por outro lado, órgãos como o Iphan, o ICMBio e o Ibama, responsáveis pelo licenciamento ambiental, ainda não emitiram a autorização necessária.
Ademais, conforme o projeto, executará os trabalhos no Portão do Inferno de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.
Além disso, arqueólogos devem acompanhar a obra de forma imprescindível. Vale ressaltar que o local, reconhecido nacionalmente pela sua importância histórica e natural, conta com uma concentração geológica parte integrante do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, uma unidade de conservação brasileira.

Via – Primeira Página.

