Mato Grosso registra 23 casos de feminicídio em 2026, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual. Além disso, o levantamento aponta cinco mortes apenas em junho e revela o impacto direto sobre famílias inteiras. Como resultado, 24 crianças ficaram órfãs após feminicídios contra mulheres no estado. Cuiabá e Várzea Grande lideram os registros, com três casos cada. Em seguida, Tangará da Serra e Vila Bela da Santíssima Trindade somam duas mortes cada. Outros municípios, como Sinop, Rondonópolis, Guarantã do Norte e Chapada dos Guimarães, registraram um caso. Portanto, os dados mostram avanço da violência de gênero em diferentes regiões.

Medida protetiva alcançava só uma vítima
Das 23 vítimas, apenas uma mantinha medida protetiva ativa contra o agressor. Além disso, seis vítimas já haviam registrado boletim de ocorrência antes do crime. O levantamento também mostra que maridos e namorados aparecem como principais autores dos feminicídios. Dessa forma, os números reforçam o risco dentro de relações íntimas e familiares. Em Guarantã do Norte, Gleici Fátima Machado Ritter morreu dentro de casa, segundo o levantamento. Meses antes, ela havia pedido a revogação da medida protetiva contra o marido. Depois do crime, o homem fugiu com o filho do casal, e policiais o localizaram no Paraguai.
Autoridades investigam caso em Aripuanã
A Polícia Civil também investiga a morte de Valquíria Araújo Lopes da Silva, de 29 anos, em Aripuanã. Segundo as informações iniciais, o marido, Leomar Ramos da Cruz, fugiu após o crime levando as filhas do casal. Enquanto isso, as forças de segurança seguem em busca do suspeito. Em casos de ameaça ou agressão, vítimas e testemunhas podem acionar 190, 197, 181 ou 180. Além disso, Cuiabá conta com a Patrulha Maria da Penha pelo telefone (65) 98170-0199. Assim, a rede de denúncia segue essencial para interromper ciclos de violência antes do feminicídio em Mato Grosso.

