Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) identificou elevadas concentrações de Ômega 3 e outros nutrientes essenciais para a saúde humana em peixes de água doce, com destaque para as pacu-pevas, nativas do Mato Grosso. Esses resultados, que ilustram a rica composição nutricional dos peixes locais, foram publicados em renomadas revistas americanas: o Journal of Food Composition and Analysis e o Chemistry & Biodiversity.
O estudo ressalta que além do Ômega 3, estas espécies apresentam altos níveis de proteínas e baixos índices de gorduras prejudiciais, contribuindo para a prevenção de doenças e a promoção de um metabolismo saudável. A pesquisa enfatiza a qualidade nutricional superior destes peixes em comparação com as variedades de água salgada, como o salmão, geralmente associadas a uma dieta rica em Ômega 3.
Conduzida no Campus Cuiabá Bela Vista, a investigação revelou que a inclusão destes peixes na dieta não só apoia uma alimentação saudável, mas também pode reduzir significativamente os custos alimentares. Segundo a Associação Mato-grossense de Piscicultores (Aquamat), optar por espécies como a Tambatinga pode levar a uma economia de até 60%, em comparação com o preço do filé de salmão, que atualmente alcança R$ 135 por quilo.
O corpo docente do programa de Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos do IFMT, incluindo a Professora Sandra Mariotto e colaboradores, desempenhou um papel crucial no desenvolvimento desta pesquisa. Além disso, o sucesso dos resultados iniciais incentivou a expansão do estudo para outras espécies, visando descobrir ainda mais benefícios nutricionais.
Esta pesquisa não apenas sublinha a importância de aproveitar os recursos naturais locais, mas também reforça o valor dos peixes de água doce como componentes de uma dieta balanceada. Encorajamos os leitores a considerar alternativas saudáveis e sustentáveis, promovendo a biodiversidade do Mato Grosso e apoiando a economia local.
Fonte: G1/MT

