A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), a segunda fase da Operação Extractus em Cuiabá, com foco em desarticular um complexo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. A ação resultou na apreensão de um veículo de luxo modelo Porsche, encontrado em um condomínio da capital mato-grossense. A Justiça autorizou o sequestro do automóvel como parte do processo de bloqueio de bens para ressarcimento ao erário.
— Notícias (@Noticia24h00) September 19, 2025
Lavagem de dinheiro usava fachada de distribuidoras de bebidas
As investigações apontam que o esquema operava com a remessa de altas quantias por narcotraficantes de diferentes estados para intermediários já presos preventivamente. Os valores eram direcionados a distribuidoras de bebidas, sob a justificativa de compra em grande escala de mercadorias. No entanto, a segunda fase da operação revelou que os depósitos não possuíam qualquer documentação fiscal e as empresas envolvidas sequer existiam formalmente. Também não há registro de entregas dos produtos alegadamente comprados.
Justiça autoriza prisão e sequestro de bens de alto valor
Com base nas provas reunidas, a Justiça Federal autorizou um mandado de prisão preventiva e o sequestro do Porsche apreendido. Embora a operação tenha avançado com sucesso, o principal líder da organização criminosa ainda está foragido. A Polícia Federal intensificou as buscas para localizá-lo e espera novas medidas judiciais para ampliar o cerco aos envolvidos.
Estratégia da PF foca em descapitalização do crime organizado
A Operação Extractus II faz parte da estratégia da Polícia Federal de atacar diretamente a estrutura financeira das organizações criminosas. Além das prisões, o foco está em impedir que o tráfico converta seus lucros ilícitos em patrimônio legalizado. A descapitalização patrimonial, segundo a PF, é uma das ferramentas mais eficazes para enfraquecer as redes do narcotráfico no Brasil.
Perguntas e respostas
Perguntas frequentes
Um veículo de luxo modelo Porsche, usado no esquema de lavagem de dinheiro.
Depósitos sem registro fiscal em distribuidoras de bebidas que não existiam formalmente.
Não. Ele segue foragido e está sendo procurado pela Polícia Federal.

