A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20/08), a Operação Moeda Fria em Rondonópolis, cidade estratégica do sul de Mato Grosso. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal e recolheram materiais que confirmam a prática do crime de falsificação de moeda.
A operação nasceu após os policiais prenderem um suspeito em flagrante durante uma entrega vigiada de notas falsas. A partir desse flagrante, os investigadores rastrearam a origem das cédulas e identificaram um padrão preocupante: criminosos colocavam em circulação cédulas falsas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200 em diversos pontos comerciais da cidade.
Quadrilha prejudica comerciantes e expõe falhas de segurança
Os golpistas inundaram o comércio com cédulas falsas, o que gerou prejuízos diretos a lojistas, vendedores ambulantes e pequenos empreendedores. Muitos comerciantes relataram dificuldades para identificar a falsificação, especialmente nos momentos de maior fluxo, como finais de semana e dias de feira.
Segundo relatos de vítimas ouvidas pela reportagem, os criminosos atuaram de forma estratégica, introduzindo as cédulas em compras pequenas para não levantar suspeitas. Essa tática enganou caixas distraídos e gerou perdas financeiras imediatas para os estabelecimentos.
Investigadores analisam provas e buscam outros envolvidos
A Polícia Federal agora analisa os materiais apreendidos para rastrear a origem das notas e identificar todos os envolvidos no esquema. Os investigados devem responder pelo crime de moeda falsa, previsto no artigo 289 do Código Penal Brasileiro, que prevê pena de até 12 anos de prisão, além de multa.
Os agentes não descartam novas prisões e ações em outros municípios do estado, caso identifiquem a expansão da rede criminosa.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
Toque na nota e verifique o relevo, a textura e a marca d’água. As cédulas reais revelam esses elementos de segurança quando expostas à luz.
Quem fabricar moeda falsa enfrenta até 12 anos de prisão, além de multa, conforme o Código Penal Brasileiro.
Sim, a Polícia Federal continua investigando e analisando materiais apreendidos para identificar mais envolvidos no esquema.

