Uma discussão acalorada entre vereadores de Cuiabá terminou em um pedido de cassação. O vereador Tenente Coronel Dias (Cidadania) protocolou nesta quinta-feira (9) um requerimento que pede a cassação do mandato de Chico 2000 (PL) por quebra de decoro parlamentar. O motivo foi uma ofensa feita durante a última sessão da Câmara, quando Chico chamou o colega de “bosta” diante de todos os presentes.
O episódio provocou reação imediata entre os vereadores e abriu espaço para mais uma crise política dentro do Legislativo municipal. O caso agora será analisado pelo Conselho de Ética, que decidirá se abre ou não um processo formal contra o parlamentar. Se o colegiado aprovar, o processo poderá seguir para votação em plenário e resultar na perda do mandato.
Clima tenso e histórico de desentendimentos
A relação entre Chico 2000 e Tenente Coronel Dias já vinha desgastada há meses, com trocas de farpas em plenário e divergências sobre projetos e posturas políticas. O insulto foi a gota d’água para o pedido de cassação, que acusa Chico de desrespeitar as normas de conduta e de ferir a imagem institucional da Câmara de Cuiabá.
Durante a confusão, outros vereadores tentaram acalmar os ânimos, mas o embate acabou registrado nas transmissões oficiais. O vídeo circulou nas redes sociais e aumentou a pressão sobre a Mesa Diretora para adotar medidas disciplinares.
O que diz o regimento sobre quebra de decoro
O regimento interno da Câmara prevê que um vereador pode perder o mandato caso seja comprovada conduta incompatível com o cargo. O processo começa com o Conselho de Ética, que avalia se há elementos suficientes para investigação. Depois disso, o parecer é votado em plenário, exigindo aprovação por maioria qualificada para resultar em cassação.
Nos bastidores, aliados de Chico 2000 afirmam que o pedido é motivado por questões políticas e garantem que ele não deve perder o mandato. Já outros parlamentares defendem que a Câmara precisa dar exemplo e manter o respeito entre os vereadores, mesmo em meio a divergências.
Conselho de Ética decidirá futuro do vereador
Com o pedido já protocolado, o Conselho de Ética deve se reunir nos próximos dias para definir o relator do caso e dar início à análise preliminar. Caso o colegiado aceite o processo, Chico terá prazo para apresentar defesa e poderá ser ouvido em sessão específica.
Até lá, a situação promete movimentar os bastidores políticos de Cuiabá. O caso divide opiniões dentro da Câmara e reacende o debate sobre os limites do discurso político e a responsabilidade dos representantes eleitos.
Perguntas e respostas
Perguntas frequentes
Se o Conselho de Ética aprovar o processo e o plenário confirmar, ele pode perder o mandato.
Porque chamou o colega Tenente Coronel Dias de “bosta” durante uma sessão da Câmara.
O colegiado deve se reunir nos próximos dias para escolher o relator e iniciar a análise.

