O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta removesse, em até 24 horas, publicações que associavam o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) à Operação Unha e Carne, ao crime organizado e ao Comando Vermelho. A decisão saiu nesta terça-feira. Além disso, a Corte considerou que os conteúdos não apresentavam provas das acusações. Por isso, o tribunal classificou as postagens como propaganda política negativa antecipada. No momento da publicação da decisão, as plataformas já haviam retirado todos os conteúdos apontados no processo.

Partido Liberal alegou danos à imagem do senador
O Partido Liberal apresentou a representação ao TSE. Segundo a legenda, as publicações ocorreram em ano eleitoral e durante o período de pré-campanha presidencial. Além disso, o partido argumentou que os conteúdos tinham o objetivo de prejudicar a imagem de um possível candidato ao Palácio do Planalto. Dessa forma, a sigla solicitou a remoção imediata das postagens. Em seguida, a Justiça Eleitoral analisou os argumentos apresentados e concedeu a liminar favorável ao pedido.
Ministra aponta ausência de vínculo formal com investigação
A decisão alcançou publicações divulgadas nas redes sociais dos deputados Guilherme Boulos (PSOL), Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e Rogério Correia. Além disso, a medida incluiu conteúdos publicados em outras páginas. Ao analisar o caso, a ministra Estela Aranha identificou indícios de desinformação e possível dano à imagem do senador. Segundo a magistrada, Flávio Bolsonaro não figura como investigado, indiciado ou denunciado na Operação Unha e Carne. Além disso, o nome do parlamentar não aparece formalmente nos procedimentos relacionados à investigação. Portanto, a Corte concluiu que as publicações extrapolaram os limites do debate político. Por fim, o TSE reforçou a necessidade de preservar a regularidade do processo eleitoral e combater conteúdos sem comprovação durante o período pré-eleitoral.

