Cinco trabalhadores deixaram uma empresa de reciclagem de Rondonópolis após uma ação de auditores-fiscais do Trabalho motivada por uma denúncia. Durante a fiscalização, a equipe encontrou condições degradantes de trabalho e moradia. Por isso, as autoridades passaram a tratar o caso como situação análoga à escravidão e deram continuidade aos procedimentos legais.
Jornadas extensas aumentavam os riscos
Segundo a apuração, os trabalhadores iniciavam as atividades às 5h30 e, em muitos dias, permaneciam no serviço até depois das 22h. Além da carga horária excessiva, eles operavam máquinas antigas e sem manutenção adequada. Dessa forma, a rotina diária expunha os funcionários a diversos perigos.
Além disso, a empresa não fornecia equipamentos de proteção individual. Como resultado, os trabalhadores enfrentavam riscos constantes durante as atividades. Entre os problemas identificados, os auditores destacaram a possibilidade de choques elétricos em razão das condições encontradas no ambiente de trabalho.
Alojamentos apresentavam estrutura inadequada
Durante a inspeção, os fiscais também verificaram as condições dos alojamentos utilizados pelos funcionários. No local, eles encontraram espaços sem estrutura adequada para garantir conforto e segurança. Além disso, a fiscalização constatou problemas que comprometiam a qualidade de vida dos trabalhadores.
Entre as irregularidades, os auditores identificaram falta de água potável e ventilação insuficiente. Ainda mais grave, um dos trabalhadores dormia dentro do barracão da empresa em uma estrutura improvisada. Assim, o cenário reforçou a gravidade da situação encontrada pelos órgãos de fiscalização.
Denúncia levou à operação
A denúncia levou os auditores até a empresa e deu início às verificações. Entre os resgatados estão trabalhadores do interior de Mato Grosso e moradores de Rondonópolis. Dessa maneira, a ação alcançou pessoas de diferentes localidades que atuavam no empreendimento.
Após reunir os elementos observados durante a fiscalização, os auditores enquadraram o caso como trabalho em condição análoga à escravidão. Enquanto isso, os órgãos responsáveis seguem com as medidas previstas em lei. Portanto, o caso continua sob análise das autoridades competentes.

