A Polícia Militar de Proteção Ambiental apreendeu dez armas de fogo, 238 munições, equipamentos utilizados na pesca predatória e três aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro durante uma operação realizada às margens do Rio Teles Pires. O pesqueiro fica na divisa entre os municípios de Santa Rita do Trivelato e Boa Esperança do Norte, em Mato Grosso. Além disso, os policiais conduziram o proprietário do imóvel e o caseiro para a Delegacia de Polícia Civil de Sorriso. Ambos prestaram esclarecimentos e permaneceram à disposição da autoridade policial. A ação integrou a Operação Território Livre, deflagrada após denúncias sobre pesca predatória, caça ilegal e outras infrações ambientais.

Policiais encontraram armas, munições e animais silvestres
Durante as buscas na propriedade, os militares localizaram espingardas de diversos calibres, armas de fabricação artesanal e espingardas de pressão adaptadas para disparar munições calibre .22. Além disso, a equipe apreendeu 238 munições e peças utilizadas na manutenção de armamentos. Os policiais também recolheram redes de pesca, espinhéis e uma armadilha para captura de animais silvestres. No mesmo local, encontraram três aves mantidas em cativeiro sem autorização dos órgãos ambientais. Conforme a Polícia Militar Ambiental, o proprietário admitiu que realizava manutenção e adaptações em armas de fogo. Por isso, a Polícia Civil também investigará essa atividade.
Fiscalização retirou equipamentos ilegais do Rio Teles Pires
Além das buscas no pesqueiro, os policiais realizaram patrulhamento no Rio Teles Pires para combater a pesca predatória. Durante a fiscalização, a equipe retirou da água seis redes de pesca, quatro espinhéis e um covo. A legislação ambiental proíbe ou restringe o uso desses equipamentos em determinadas situações. Em seguida, os agentes encaminharam as aves silvestres ao Recinto de Animais Silvestres do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental. Elas passarão por avaliação veterinária e receberão os cuidados necessários. Por fim, a Polícia Civil investigará a origem das armas, a possível prática de comércio ilegal, os crimes ambientais identificados durante a operação e a participação de outras pessoas nos fatos apurados.

