A promotoria especial da Coreia do Sul indiciou nesta segunda-feira, 10 de novembro, o ex-presidente Yoon Suk Yeol por abuso de poder e auxílio a um Estado inimigo. As acusações estão relacionadas à sua tentativa de impor lei marcial no ano passado, que gerou tensão política e militar no país.
Tentativa de provocar conflito militar
A promotoria afirma que Yoon tentou provocar um conflito militar entre as Coreias do Sul e do Norte como justificativa para declarar lei marcial. Evidências encontradas no celular de um oficial militar, incluindo termos como “drones” e “ataque cirúrgico”, indicam que ele planejou possíveis provocações contra o Norte.
Destituição e processo judicial
A Corte Constitucional destituiu Yoon do cargo em abril; contudo, ele continua respondendo por insurreição devido à tentativa de declarar lei marcial. Se a Justiça considerá-lo culpado, ele poderá receber a pena de morte. Entretanto, o ex-presidente afirma que nunca quis impor um regime militar e que decretou a lei marcial apenas para alertar sobre irregularidades de partidos de oposição e proteger a democracia de elementos “antiestado”.
Conspiração com outros oficiais
A promotoria afirma que Yoon, o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun e o ex-chefe da inteligência militar Yeo In-hyung conspiraram para induzir um ataque norte-coreano contra o Sul. O trio planejou criar tensões internas para justificar a declaração de lei marcial. Kim e Yeo também receberam indiciamento pelas mesmas acusações.
Perguntas e respostas rápidas:
Perguntas frequentes
Por abuso de poder e auxílio a um Estado inimigo.
Ele tentou criar tensões para justificar a imposição da lei marcial.
O ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun e o ex-chefe da inteligência militar Yeo In-hyung.

