A psicóloga Eugênia Abreu destacou a preocupação com a “adultização” de crianças nas redes sociais, abordando o tema sob a ótica de gênero. Ela afirmou que essa prática reflete uma sociedade machista e só mudará com a transformação do sistema educacional e das normas sociais.
— Notícias (@Noticia24h00) August 13, 2025
A relação entre “adultização” e o machismo estrutural
Eugênia Abreu faz um alerta importante sobre como o machismo estrutural contribui para a exploração da imagem de jovens nas redes sociais. Segundo a psicóloga, a sociedade ainda mantém uma estrutura que desprotege as crianças e jovens, permitindo a sexualização precoce de meninas e meninos. Para ela, essa “adultização” não é um problema isolado das redes sociais, mas reflete um padrão mais amplo de comportamento social que deve ser enfrentado de forma estruturada.
“A educação sexual não deve ser retirada das escolas. Se não enfrentarmos a estrutura machista da nossa sociedade, jamais conseguiremos mudar esse cenário”, afirmou Eugênia, destacando que a solução está em promover um ambiente de educação que combata o sexismo e ensine os jovens a entender e respeitar os próprios corpos e os dos outros.
O impacto da falta de educação sexual
A psicóloga destaca que a falta de educação sexual nas escolas facilita a circulação de conteúdos impróprios nas redes sociais. Ela vê a educação sexual como essencial para combater preconceitos e garantir autonomia, respeito aos direitos das mulheres e à integridade de todos os corpos nas futuras gerações.
“Precisamos falar sobre isso. Precisamos mudar isso”, reforçou Eugênia, enfatizando a urgência de transformar o sistema educacional para que a proteção da juventude se torne uma prioridade.
O papel das redes sociais e da legislação
Eugênia Abreu destaca que, além de uma mudança estrutural na sociedade, as redes sociais também devem se responsabilizar pela proteção de crianças e adolescentes. As plataformas frequentemente permitem a circulação de conteúdos prejudiciais, e é necessário reforçar leis e regulamentações para proteger os menores.
A psicóloga conclui que a transformação começa com ações concretas nas escolas, nas políticas públicas e na forma como as redes sociais operam, visando uma sociedade mais justa e segura para todos.
Perguntas e Respostas
Perguntas frequentes
Eugênia Abreu acredita que o machismo estrutural da sociedade contribui para a sexualização precoce de crianças e adolescentes, e que a educação sexual nas escolas é essencial para mudar essa realidade.
A psicóloga defende que a educação sexual nas escolas combate o sexismo e promove o respeito aos direitos dos outros, evitando a exploração de menores.
Eugênia Abreu enfatiza a necessidade de transformar a sociedade e o sistema educacional, garantindo a proteção dos direitos das crianças e adolescentes, e combatendo a “adultização” promovida pelas redes sociais.

