No início de dezembro de 2024, um adolescente autista de 13 anos foi brutalmente agredido com socos na cabeça por um colega de 14 anos na Escola Estadual Professora Leonor da Silva Carramona, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo.
Adolescente autista é brutalmente agredido por colega em escola; veja vídeo pic.twitter.com/VackaYyH9W
— O Matogrossense (@o_matogrossense) December 10, 2024
A mãe do adolescente autista agredido procurou a polícia e relatou o ocorrido na escola. Os agentes solicitaram um exame de corpo de delito para avaliar as lesões da vítima. A polícia instaurou uma medida cautelar referente ao ato infracional e encaminhou o caso à Vara da Infância e Juventude. No 7º Distrito Policial de São José do Rio Preto, os oficiais registraram o caso como lesão corporal.
Escola e diretoria de ensino se posicionam sobre o episódio
A direção da escola envolvida prestou depoimento às autoridades e informou que aguardará a conclusão da investigação antes de emitir uma declaração oficial. A Diretoria de Ensino de São José do Rio Preto, representada pela Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP), lamentou profundamente o incidente. Por isso, a secretaria reafirmou seu repúdio contra qualquer forma de violência e informou que acionou os responsáveis pelos estudantes para mediação do caso e encaminhou o episódio ao Conselho Tutelar.
Apoio psicológico e ações para combater a violência
Após o ocorrido, os gestores escolares transferiram os estudantes envolvidos para atividades remotas, realizadas pelo Centro de Mídias (CMSP). Psicólogos do Programa Psicólogos na Escola atenderam os adolescentes para oferecer suporte emocional. Além disso, a equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar iniciou ações educativas para combater o bullying e promover uma cultura de paz.
Casos de violência contra estudantes autistas aumentam
Infelizmente, este não foi o único caso de violência envolvendo estudantes autistas na região. Em agosto de 2024, dois estudantes agrediram um adolescente de 14 anos na mesma escola, em um episódio classificado como homofobia e xenofobia. Então, em outro caso, em março de 2024, duas colegas agrediram uma adolescente autista de 15 anos em uma escola estadual de Glicério, também no interior de São Paulo.
Pesquisas revelam que estudantes autistas enfrentam um alto risco de sofrer bullying. Um estudo canadense de 2011 mostrou que 77% das crianças com autismo vivenciaram bullying no ambiente escolar. Assim, no Brasil, a inclusão crescente de alunos autistas em escolas regulares destaca a necessidade de políticas eficazes para prevenir e combater a violência escolar.

