Carreira marcada por talento e autenticidade
Morreu na manhã desta segunda-feira (8), no Rio de Janeiro, a cantora e compositora Angela Ro Ro. Hospitalizada desde junho devido a uma infecção pulmonar, a artista não resistiu ao agravamento da doença. Ela deixará um legado de 14 discos próprios e mais de cem gravações, além de participações em coletâneas.

Angela iniciou sua carreira na primeira metade da década de 1970, morando na Inglaterra, onde cantava em pubs e chegou a participar de uma faixa do LP Transa, de Caetano Veloso, tocando gaita. Retornando ao Brasil, apresentou-se no Festival de Rock de Saquarema em 1974, dividindo o palco com Rita Lee e conquistando os primeiros fãs.
Sucessos que marcaram a música brasileira
O primeiro disco solo de Angela Ro Ro foi lançado em 1979, destacando-se com a canção Amor, meu grande amor, em parceria com Ana Terra. Nos anos seguintes, ela consolidou a carreira com álbuns como Só nos resta viver (1980), Escândalo (1981) e Simples carinho (1982), e tornou-se referência em blues e MPB com canções marcantes como Fogueira e Demais.
Além do talento musical, Angela Ro Ro era conhecida pelo humor, ironia e franqueza. Em 1988, recusou gravar a canção Malandragem, composta por Roberto Frejat e Cazuza, por não se identificar com a letra “Quem sabe eu ainda sou uma garotinha”, que mais tarde fez sucesso na voz de Cássia Eller. Essa postura reforça a autenticidade que sempre guiou sua trajetória artística.
Legado e lembrança
Ao longo de sua carreira, Angela Ro Ro não apenas encantou fãs com sua música, mas também se destacou por manter sua independência artística em um cenário musical muitas vezes conservador. Seu estilo direto, combinado à capacidade de emocionar com letras e melodias, garantiu que seu nome fosse lembrado como uma das vozes mais marcantes da música brasileira.
Perguntas e respostas sobre o caso:
Perguntas frequentes
Ela completaria 76 anos em dezembro.
Ela tinha uma infecção pulmonar.
Malandragem, composta por Frejat e Cazuza.

