Lucas Paquetá sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda e virou problema imediato para Carlo Ancelotti na Copa do Mundo de 2026. O meia sentiu o incômodo na vitória do Brasil sobre o Japão e deixou o campo ainda no intervalo. Em New Jersey, nos Estados Unidos, exames constataram o problema e colocaram o jogador fora do duelo contra a Noruega, pelas oitavas de final. Além disso, a gravidade da lesão ameaça a sequência do atleta no Mundial e muda o desenho tático que vinha dando mais equilíbrio à seleção brasileira.

Meia tinha virado peça-chave no esquema
Depois do susto contra Marrocos, quando o Brasil sofreu no primeiro tempo com quatro atacantes, Ancelotti encontrou em Paquetá uma solução para organizar o time. O jogador fechou o lado direito, ajudou na recomposição e aproximou Casemiro e Bruno Guimarães na proteção das intermediárias. Dessa forma, a seleção ganhou mais controle, reduziu espaços e manteve força ofensiva. Além disso, Paquetá oferecia chegada à área e qualidade para acelerar transições. Por isso, a lesão atingiu diretamente uma estrutura que o treinador parecia considerar ideal para a fase decisiva.
Substituição exige escolha segura de Ancelotti
Agora, Ancelotti precisa definir uma troca capaz de manter intensidade, marcação e presença ofensiva. Danilo Santos aparece como alternativa lógica, já que vive bom momento físico e técnico. O jogador reúne vigor, explosão e capacidade para pressionar sem abrir mão da chegada ao ataque. No entanto, a mudança também envolve risco, porque Paquetá exercia funções específicas no equilíbrio coletivo. Assim, o técnico deve avaliar treinos, desgaste e adversário antes de escolher o substituto. Por fim, a ausência do meia aumenta a pressão sobre o Brasil antes de um confronto decisivo contra a Noruega. A comissão técnica também trabalha para evitar novas baixas e preservar a base montada durante a competição.
