Na tarde de terça‑feira, 2 de setembro de 2025, a Polícia Militar de Goiás resgatou duas crianças de 7 e 8 anos em situação de maus‑tratos graves praticados pelo pai, em Goiânia. Os menores sofreram castigos físicos severos, incluindo chicotadas com fio elétrico e choques, sob a justificativa do pai de que se tratava de “educação” por comportamento “custoso” e “desobediente”. O caso ganhou repercussão e acendeu debates sobre proteção infantil, omissão materna e pena para agressor, com as vítimas agora sob tutela do Conselho Tutelar.
Chicotadas e choques: agressões que chocam pela crueldade
O uso de fio elétrico como chicote e a administração de choques nos próprios filhos representam formas extremas de violência física. As crianças relataram medo e tristeza, especialmente o mais velho, que disse: “Meu pai bate no meu irmão e eu não gosto quando ele bate”. A natureza e intensidade dessas agressões ultrapassam qualquer critério educacional aceitável, demonstrando crueldade e violação dos direitos fundamentais.
Justiça age rápido, mas falhas se destacam
Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar ao local, que agiu imediatamente, prendeu o suspeito em flagrante e o remeteu à Polícia Civil, onde aguarda decisões judiciais. A rapidez da resposta policial e do Conselho Tutelar demonstrou efetividade. No entanto, a ausência da mãe — que vive nas ruas e enfrenta dependência química — expôs falhas no sistema de proteção às famílias vulneráveis e no acompanhamento parental.
Conselho Tutelar assume proteção e cria nova chance
Com a mãe das crianças não localizada, o Conselho Tutelar assumiu a responsabilidade pela guarda provisória dos dois irmãos. A ação segue protocolos para garantir atendimento médico e psicológico imediato e buscar um ambiente seguro e estável. Esse passo atua como rede de amparo essencial nas mais graves situações de negligência e violência doméstica.
Perguntas e respostas sobre o caso:
Perguntas frequentes
A Polícia Militar de Goiás, com apoio do Conselho Tutelar.
Chicotadas com fio elétrico e choques aplicados pelo pai.
Sob os cuidados do Conselho Tutelar, após resgate da Polícia Militar.

