Uma mulher de aproximadamente 22 anos morreu na manhã desta segunda-feira (29) após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rondonópolis com um grave traumatismo craniano. A equipe médica constatou que ela já estava sem vida e acionou a Polícia Militar diante das dúvidas sobre as circunstâncias do ferimento. Agora, a Delegacia de Homicídios conduz a investigação para esclarecer se a morte foi provocada por um acidente ou por um crime.
Marido apresentou versão de queda dentro de casa
Segundo as primeiras informações, terceiros levaram a vítima até a unidade de saúde, entre eles o próprio marido. À polícia, ele relatou que os dois estavam deitados quando a mulher teria caído da cama e batido a cabeça no chão, na residência do casal, localizada no Residencial Altamirando 2, região próxima à saída para Guiratinga.
O homem afirmou que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), porém decidiu pedir ajuda a um vizinho que possuía carro devido à demora no atendimento. Em seguida, eles transportaram a mulher até a UPA, onde os profissionais confirmaram o óbito.
Equipes analisam residência e colhem vestígios
Após o registro da ocorrência, policiais militares, investigadores da Polícia Civil, peritos da Politec e representantes do Conselho Tutelar seguiram até o imóvel para realizar os primeiros levantamentos. O Conselho Tutelar participou da ocorrência porque a vítima deixa uma filha de apenas seis meses.
O marido acompanhou as equipes durante a perícia e apresentou a dinâmica relatada anteriormente. Até o momento, os peritos não identificaram sinais aparentes de briga dentro da residência. Além disso, moradores da região informaram que viram a mulher ainda com vida pela manhã. Segundo os relatos, ela saiu da casa com um café e um pedaço de pão, conversou com vizinhos e depois retornou ao imóvel.
Investigação aguarda laudo da necropsia
Durante a apuração, o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Osório, explicou que a demora no atendimento do SAMU pode ter ocorrido porque o bairro é novo e várias ruas ainda não possuem identificação nem pavimentação, o que teria dificultado a localização do endereço.
O oficial informou que, neste momento, não há elementos suficientes para afirmar se houve feminicídio ou uma morte acidental. Segundo ele, a ocorrência será registrada como morte a esclarecer até a conclusão dos exames periciais.
A investigação continuará com a análise dos vestígios encontrados na residência, das informações relacionadas ao atendimento do SAMU e do laudo de necropsia produzido pelo Instituto Médico Legal (IML). Somente após a conclusão desses procedimentos, a Polícia Civil poderá definir as circunstâncias da morte da jovem.

