O filho de Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, segue sob cuidados da Justiça do Paraguai após o feminicídio registrado em Guarantã do Norte, a 709 quilômetros de Cuiabá. A criança está bem, segundo informações repassadas ao Conselho Tutelar de Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul. Além disso, o menino recebeu acolhimento em uma instituição indicada pelas autoridades paraguaias. Ele chegou ao país vizinho depois que o pai, Matheus Gonçalves dos Santos, de 33 anos, fugiu levando o filho do casal. Antes disso, ele matou a companheira dentro da casa da família. Em seguida, policiais paraguaios localizaram o suspeito em uma barreira. Durante a abordagem, Matheus reagiu e morreu.

Justiça paraguaia mantém criança acolhida
De acordo com o Conselho Tutelar, a Vara da Infância e da Juventude do Paraguai não autorizou a transferência imediata da criança para o Brasil. Além disso, as autoridades exigem documentos que comprovem o parentesco de algum familiar. Dessa forma, a família precisa formalizar o pedido de guarda antes de qualquer liberação. O menino permanece protegido pela rede de acolhimento paraguaia. Ainda conforme o órgão, uma autorização chegou a permitir a entrega ao Conselho Tutelar de Sete Quedas. No entanto, a Justiça paraguaia revogou a medida depois.
Feminicídio levou polícia à fronteira
Gleici morreu na manhã de terça-feira (23), em Guarantã do Norte, meses após pedir a revogação de uma medida protetiva contra o marido. Logo após o crime, Matheus fugiu com o filho em direção à fronteira entre Brasil e Paraguai. Por isso, autoridades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do país vizinho atuaram no caso. Portanto, a ocorrência envolve feminicídio, sequestro e cooperação internacional. Por fim, a Polícia Civil apura a dinâmica do crime. O caso também exige proteção, documentação e retorno familiar seguro para a criança durante os próximos encaminhamentos oficiais.

