Uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil apreendeu quatro fuzis, entorpecentes, uma máquina embaladora e cerca de R$ 65 mil durante cumprimento de mandados contra a empresa de ônibus Transunião, nesta quinta-feira (25), em São Paulo. Os valores estavam escondidos em sacos de lixo em um imóvel na Zona Leste da capital. Além disso, duas pessoas acabaram presas em flagrante durante a ação. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado dentro do sistema de transporte público. Dessa forma, os agentes miram a estrutura financeira que, segundo os investigadores, teria usado empresas de ônibus para dar aparência legal a recursos ilícitos.
Operação mira lavagem no transporte público
A ação, chamada Operação Última Parada, mobilizou equipes do Gaeco, da Polícia Civil e de outros órgãos de segurança. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens e valores. Os investigadores também cumpriram ordens de sequestro de veículos, imóveis e embarcações. Em seguida, a Prefeitura de São Paulo recebeu determinação para adotar medidas emergenciais na empresa. Portanto, a apuração não trata apenas das apreensões, mas também de uma possível infiltração criminosa na administração do serviço público de transporte em pontos estratégicos da capital paulista.
Investigadores apontam padrão antigo
Para os investigadores, o caso reforça um padrão já observado em operações anteriores contra empresas de ônibus. Segundo a apuração, o crime organizado usaria o setor há mais de uma década para movimentar dinheiro, ampliar capital social de empresas e participar de licitações. Logo depois, os valores retornariam aos grupos criminosos com aparência de legalidade. Por fim, o avanço da investigação deve indicar a participação de gestores, operadores financeiros e possíveis intermediários no esquema, enquanto os órgãos públicos avaliam medidas para preservar o funcionamento do transporte e impedir novas fraudes no serviço essencial urbano.

