Trinta e cinco trabalhadores foram resgatados de uma fazenda produtora de algodão na zona rural de Campo Novo do Parecis, a 396 quilômetros de Cuiabá, após auditores identificarem condições análogas à escravidão. A operação ocorreu entre os dias 8 e 12 de junho e contou com a atuação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT) e da Polícia Federal. Além disso, as equipes encontraram os trabalhadores alojados em contêineres cercados por grades e arame farpado, sem acesso adequado a banheiros e itens básicos de higiene. Como resultado, os órgãos responsáveis determinaram o resgate imediato do grupo e iniciaram os procedimentos legais cabíveis.

Fiscalização encontrou situação degradante
Durante as inspeções, os auditores constataram que os trabalhadores permaneciam expostos a condições consideradas degradantes. Além disso, os alojamentos ficavam próximos a áreas com aplicação de defensivos agrícolas, aumentando os riscos à saúde dos ocupantes. As equipes também verificaram problemas relacionados à estrutura dos espaços utilizados para moradia e à falta de condições adequadas de higiene. Em seguida, os fiscais formalizaram os autos de infração e adotaram as medidas previstas na legislação trabalhista. Dessa maneira, a operação interrompeu a permanência dos trabalhadores nas condições encontradas durante a fiscalização.
Grupo veio de Minas Gerais para trabalhar na lavoura
Segundo as informações apuradas pelas autoridades, os 35 trabalhadores vieram de municípios do interior de Minas Gerais. Além disso, recrutadores contrataram o grupo para atuar no controle manual de plantas daninhas na lavoura de algodão. Após chegarem à propriedade rural, os trabalhadores passaram a viver nos alojamentos inspecionados pelos órgãos de fiscalização. Enquanto isso, os responsáveis pela fazenda deverão responder aos procedimentos administrativos e às apurações decorrentes da operação. Por fim, o caso reforça a atuação dos órgãos de controle no combate ao trabalho análogo à escravidão e à violação de direitos trabalhistas no campo.

