Daniel Vorcaro chegou ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, na noite desta quinta-feira (25), em Brasília. A transferência ocorreu após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a saída imediata do empresário da Superintendência da Polícia Federal. Além disso, o magistrado acolheu manifestações da PF e da PGR, que informaram o encerramento das negociações para um acordo de colaboração premiada em 10 de junho de 2026. Dessa forma, o caso envolvendo o ex-controlador do Banco Master entrou em uma nova etapa dentro do sistema prisional do Distrito Federal, com regras de custódia e acompanhamento direto das autoridades responsáveis.

Decisão mantém prisão preventiva
Na decisão, Mendonça também negou o pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar. Em seguida, o ministro afirmou que não surgiram fatos novos capazes de justificar a revogação da custódia. Além disso, ele apontou a necessidade de preservar as investigações e evitar interferências na produção de provas. Portanto, a permanência de Vorcaro fora da PF passou a seguir uma lógica de custódia regular, embora com cuidados específicos. O ministro ainda determinou medidas para impedir contato com outros investigados.
PF e PGR rejeitam colaboração
A transferência também ocorreu depois que a PF rejeitou uma nova proposta de delação. Segundo os investigadores, os elementos apresentados não trouxeram informações inéditas nem indicaram novos crimes ou envolvidos desconhecidos. Logo depois, a PGR também comunicou ao STF a negativa, ao avaliar que a tratativa não apresentou fatos relevantes e usou relatos de terceiros. Por fim, Mendonça determinou que a unidade prisional garanta acesso à defesa técnica, controle estatal efetivo e condições compatíveis com a situação do investigado. Assim, o encerramento das tratativas reduziu o motivo que sustentava a permanência prolongada na sede da PF, segundo a avaliação registrada no processo judicial em curso.

