A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (25), a Operação Fluxo Oculto para combater uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre simultaneamente em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Cláudia. Além disso, equipes também cumprem determinações judiciais em Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro.
Ao todo, a Justiça autorizou 90 ordens judiciais. Entre elas, estão 13 mandados de prisão, 19 mandados de busca e apreensão e outras 58 medidas cautelares. Dessa forma, a operação amplia o cerco contra a estrutura financeira da organização criminosa. Paralelamente, investigadores continuam reunindo informações para aprofundar as apurações.
Empresas entraram no radar da investigação
As investigações da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop apontam que integrantes da facção utilizavam empresas formalmente registradas para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas. Assim, o grupo buscava dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Entre os alvos da operação está um supermercado localizado em Cláudia. Segundo os investigadores, o estabelecimento teria servido para movimentar recursos e conferir aparência de legalidade aos valores obtidos com atividades criminosas. Além disso, a polícia apura a participação de outros envolvidos no esquema.
Esquema movimentava recursos entre estados
Durante a investigação, a Polícia Civil identificou uma estrutura criada para movimentar e distribuir dinheiro da facção. Conforme os levantamentos, parte dos recursos arrecadados com a venda de drogas em Mato Grosso seguia para o Rio de Janeiro.
Além disso, o grupo teria utilizado mecanismos financeiros para transferir valores entre diferentes regiões. Com isso, os criminosos buscavam dificultar o rastreamento das movimentações. Por esse motivo, a investigação passou a concentrar esforços na identificação dos responsáveis pela rede financeira.
Justiça bloqueia patrimônio milionário
Como resultado das investigações, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 9,3 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados. Dessa maneira, as autoridades tentam interromper o fluxo de recursos que sustentaria as atividades criminosas.
Enquanto a operação avança, equipes analisam documentos, aparelhos e demais materiais recolhidos durante o cumprimento dos mandados. Além disso, a Polícia Civil reforçou que as investigações seguem em andamento. Portanto, novos desdobramentos podem surgir nos próximos dias, conforme a análise do material apreendido.

