Um motim registrado na Penitenciária I de Potim, no interior de São Paulo, terminou com dois detentos mortos e outros feridos após cerca de 18 horas de negociação entre as forças de segurança e os presos envolvidos. A rebelião ocorreu no Pavilhão 5 da unidade prisional e mobilizou equipes da Polícia Penal e do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). Segundo informações da investigação, a confusão começou após agentes penitenciários impedirem a entrada de duas mulheres durante o período de visitas destinado aos pavilhões ímpares da unidade. A partir disso, detentos iniciaram a revolta e assumiram o controle de parte do pavilhão.
Presos montaram barricadas e fizeram ameaças
De acordo com a polícia, dois detentos identificados pelos apelidos de “Batata”, de 45 anos, e “Proibido”, de 26 anos, lideraram a ação. Os presos montaram barricadas com colchões, grades e outros materiais para impedir o avanço das equipes de segurança. Além disso, eles mantiveram visitantes sob seu controle durante a crise. Conforme as autoridades, 14 mulheres e uma criança permaneceram no pátio da unidade enquanto durou o motim. Os envolvidos também ameaçaram matar outros detentos caso a administração não autorizasse a entrada das visitantes impedidas de acessar o presídio.

Rebelião terminou após horas de negociação
Durante a rebelião, cinco detentos ficaram sob o controle dos amotinados. Dois deles morreram durante os ataques. As vítimas foram identificadas como Gustavo Santos Lima Lourenço, de 25 anos, e Carlos Matheus Alves da Silva, de 41 anos. Outros quatro presos sofreram ferimentos e receberam atendimento após a intervenção das equipes de negociação. A Polícia Penal e o GATE conduziram as tratativas ao longo de toda a noite. Por fim, as forças de segurança retomaram o controle da unidade na manhã de domingo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso e trabalha para identificar a participação de cada envolvido no motim. Além disso, a Secretaria de Administração Penitenciária deverá apurar possíveis falhas de segurança e adotar medidas disciplinares contra os responsáveis pela rebelião.

